
“Tornei-me uma pessoa amarga. Um velho em corpo de criança, pensei comigo mesmo e com o céu nortuno sem estrelas. Não tiro nenhum prazer de nada, comer e beber se tornou um hábito, o riso e as canções transformaram em sons sem nexo, em estranhos que são suspeitos para mim. Sou uma criatura de dor, pó e amargas saudades escondidas no meu âmago junto com segredos que não ouso falar nem a mim mesmo. Há um vazio dentro de mim onde um dia tive um coração”

Sabe, meu último cigarro acabou e não tenho outro, isso meio que te faz pensar, refletir sobre certas coisas. Enquanto despedaçava as pequenas cinzas, percebia que eu era como elas, na verdade, que eu sou apenas um animal ferido, abandonado, com sarnas pelo corpo. Preciso concertar minhas merdas, preciso dar murros no meu peito e quebrar todos meus ossos. Eu me escondi dentro de mim, eu sou a única joia de mim mesmo e quando não sobrou nada de mim, me escondi para me proteger, mas me perdi, onde está a porra do mapa pra me levar de volta a mim? Pobre criança perdida que sou, vivendo sem nada, não sobrou nem mesmo a auto-destruição para dar um prazer perverso a si. Nesse emaranhado de coisas complicadas, hipérboles e contrates, acho que sou simples demais, só isso mesmo, uma criança perdida que precisa de carinho e alguém que olhe pra ela na sarjeta.
A princesa do seu príncipe. ♥
Hey, linda, tudo bem?
End of an Era - Oliver Boyd and the Rememberalls
Don’t you ever wonder what will happen when it ends?
How can we let go of the ones who we call friends?
And I know, it’s only a story
But for many it’s more than that
It’s a world, all on its own where we
Want to put on that sorting hat
I will miss the train ride in
And the pranks pulled by the twins
And though it’s nowhere I have been
I’ll keep on smiling from the times I had with them
~
Could there ever be again another one like this
One that’s brought us together and
Started its own music movement
So I will miss the train ride in
And the pranks pulled by the twins
And though it’s nowhere I have been
I’ll keep on smiling from the times I had with them
~
Soon we will see it closed
The final chapter exposed
It’s an end of an era
And I’m seeing clearer
That nothing will ever be the same
So I will miss the train ride in
And the pranks pulled by the twins
And though it’s nowhere I have been
I’ll keep on smiling from the times I had with them
~
So don’t you ever wonder what will happen when it ends?
CARALHO, CARALHO, PUTA QUE PARIU, VAI TOMAR NO CU, COMO NÃO CHORAR COM ESSA MÚSICA, GENTE? QUEM É FÃ DE HARRY POTTER SABE O QUE SENTI ESCUTANDO ESSA MÚSICA
THIS, FUCKIN THIS


“A beleza é uma forma de gênio… mais elevada ainda até do que o gênio, pois dispensa explicações. Pertence aos grandes fatos do universo, como a luz do sol, ou a a primavera e o reflexo nas águas escuras, dessa concha prateada que chamamos de Lua. A Beleza não sofre constentação. Tem o direito divino de soberania. Torna príncipes os que a têm. Sorri, sr. Gray? Ah! Não tornará a sorrir quando perder a beleza. Diz-se, por vezes, que a beleza é apenas superficial. Talvez seja. Mas, pelo menos, não é superficial como o pensamento. Para mim a beleza é a maravilha das maravilhas. Apenas os espíritos fúteis não julgam pela aparência. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível.”
- Lord Henry Wotton para Dorian Gray, trecho de “O Retrato de Dorian Gray”.Comentário: É um trecho muito marcante, não é á toa que o livro em si chocou a sociedade inglesa na época de sua publicação, por tratar tabus e hipocrisia de forma natural e simples. Se formos pensar, julgar pela aparência é natural e é necessário para a sobrevivência. Galáxias de gases venenosas são lindas, animais venenosos, tem cores chamativas. E ao ver um rosto com marcas profundas escritas com a poesia do tempo no rosto de alguém, se não julgássemos pela aparência poderíamos dizer que a pessoa é jovem. O texto não define o que é beleza e nem a contesta e contextua, apenas diz que ela tem o direito de existir na forma de sorrisos, pessoas, poesia e histórias. Ela existe como uma virtude.
- Adaptado de Charles Haanel, escritor de “A Chave Mestra”.